sábado, 6 de fevereiro de 2010

Intensa convecção

Uma impressionante área de instabilidade se formou na região entre Uruguai e Argentina no fim desta sexta-feira. A imagem de satélite realçada mostra a temperatura de topo de nuvens, que atingiu -80°C em uma área muito grande. A área instável chegou a cobrir completamente o Uruguai e a região próxima a este país.
O sistema se formou muito rapidamente, em poucas horas, resultado de advecção(transporte) de ar quente e úmido do Norte, e ficou praticamente parado naquela região por causa do bloqueio atmosférico que impede que a frente, à qual estava associado o sistema, avance sobre o RS.
Neste complexo sistema ocorriam várias tempestades fortíssimas. Para se ter uma idéia, o radar Argentino do INTA mostrava uma grande área(em rosa) de intensa refletividade, a qual se refere a "Muy fuerte con probable granizo" na legenda do radar(imagem abaixo). Há possibilidade de terem ocorrido tornados nestas áreas.

Outro mapa que não deixa mentir é o mapa de raios, o qual registrava intensa quantidade de raios na região, principalmente pelo fato de a atmosfera estar quente e úmida, o que potencializa a atividade elétrica. Abaixo vão alguns dados de chuva em algumas localidades atingidas pelo sistema convectivo, e dados da chuva acumulada nos últimos 6 dias. No Uruguai alguns rios estão muito cheios e, com estes volumes de chuva, podem causar transtornos.
Também no Rio Grande do Sul houveram temporais bastante fortes nesta sexta-feira. A frente fria que está praticamente parada no Uruguai trouxe chuva para a fronteira Sul, com temporais de forte intensidade.
Durante a noite de sexta-feira, um temporal em questão chamou a atenção. Ocorreu próximo a Jaguarão, e apresentava uma refletividade de 70 dBz, muito forte. É provável que tenha havido precipitação de granizo, e não se descarta possibilidade de tornado. Na imagem de satélite é possível notar a célula que estava isolada.















terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mais Instabilidade




















Mais um dia de temporais no Sul do RS. Uma zona de baixa pressão(999hPa) na Argentina e uma zona de alta pressão(1024hPa) no Oceano Atlântico formam um corredor de umidade que se desloca da Amazônia para o Uruguai, o que favorece a formação de sistemas convectivos. Os temporais devem continuar nesta quarta-feira(03). As fotos são de uma célula tempestuosa em Pedro Osório na tarde do dia 02.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Instabilidade




















A alta umidade e temperatura são combustíveis essenciais para a formação das tempestades convectivas de verão. Foi exatamente o que ocorreu no RS neste primeiro dia de fevereiro: áreas de instabilidade atuaram por todo estado, principalmente na medade Sul, as quais foram oriundas do Nordeste da Argentina, onde a pressão atmosférica estavapor volta de 1002 hPa. Em Pelotas, próximo à laguna, foram registradas duas supercélulas muito fotogênicas, as quais foram responsáveis por precipitação de 30,5 mm em meia hora, rajadas no aeroporto de 57 km/h, e queda de temperatura de 9°C. Em Pedro Osório (lat: 31°51´51´´S; long: 52°49´24´´) também foi registrada atividade de nuvem Cumulunimbus intensa, com formação de nuvem arco. As duas primeiras fotos são de Pelotas seguidas pela imagem de radar e as duas últimas de Pedro Osório.
Destaque para a diferença entre uma supercélula(2 primeiras fotos) e uma tempestade normal(2 últimas fotos): a supercélula é mais organizada, possui rotação, o que é notável na foto pela base da nuvem; a tempestade normal tem um arco mais desorganizado, caracterizado por uma nuvem arco que se move apenas horizontalmente, sem rotação. Clique nas fotos para abrir.
fotos: Guilherme Schild e Bruno Ribeiro

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

CCM atinge o estado

Uma corrente de jato de baixos níveis, trazendo ar muito quente, úmido e instável da Amazônia se instalou sobre a região compreendida pel Norte da Argentina, Rio Grande do Sul e Uruguai nesta segunda-feira(18). A corrente interagiu com um sistema de baixa pressão que se encontrava a NO da Argentina, formando intensas áreas de instabilidade convectiva na região. O sistema tornou-se bem organizado e formou um CCM(Complexo Convectivo de Mesoescala) no Norte da Argentina, Oeste do Rio Grande do Sul e do Uruguai, no fim de segunda-feira, com intensas descargas elétricas e formação de tempestades chamadas super-células(tempestades extremamente severas), com possível queda de granizo. Ao longo da terça-feira o sistema de baixa pressão se deslocou para leste, chegando ao Rio da Prata com pressão de 1000 hPa. No fim da manhã de terça, o sistema formou um ciclone extratropical, com seu ramo frontal no centro do RS. Todo esse processo provocou chuvas intensas em praticamente todo o Estado, Ultrapassando 100mm em 24hs em diversas regiões, além de rajadas de vento de até 100 km/h. Índice pluviométrico em algumas estações do Estado de acordo com o Inmet:
Uruguaiana: 42,8mm
Alegrete: 86,6mm e rajada de 58km/h
Caçapava do Sul: 65,6mm
Santiago: 83,8mm
São Borja: 145,6mm em 6h
Santa Maria: 87.4mm
Rio Pardo: 60,2mm
Canguçu: 19.6mm
Camaquã: 38,2mm
Bajé: 13,6mm e rajadas de 89,6 km/h

Clique nas imagens para abrir.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Baixa pressão em níveis médios traz chuva



Um centro de baixa pressão em médios e altos níveis da atmosfera trouxe chuva para praticamente todo o estado neste fim de semana. Em pontos isolados houveram grandes acumulados de chuva. O jogo entre Caxias e Inter/SM, pela primeira rodada do gauchão, foi adiado em função da forte chuva que precipitou no meio do primeiro tempo. Acima estão duas imagens de satélite, de sexta e sábado, mostrando a circulação ciclônica característica do sistema de baixa pressão.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Tempestade no Laranjal



(Clique nas imagens para ampliar)
No dia 10 de janeiro, domingo, o Rio Grande do Sul estava sob a ação de uma massa de ar quente e úmida, com potencial para a formação de tempestades convectivas em pontos isolados do estado. Foi o que ocorreu na praia do Laranjal, em Pelotas, neste dia. A tempestade foi registrada por Guilherme Schild, e de acordo com medições de estações automáticas, a célula tempestuosa acumulou 65mm de chuva em Tapes em apenas 40 minutos. Além disso, ocorreu precipitação de granizo.
Acima há uma imagem de radar, onde está indicada a forte célula que atuava na região, com uma refletividade de 55 dbZ. Há também uma imagem de satélite do mesmo horário.

Abaixo estão as fotos da tempestade.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

domingo, 10 de janeiro de 2010

Raios Verdes


Os raios verdes aparecem como uma fulguração bem no topo da circunferência avermelhada do Sol, isso ocorre muito rapidamente antes do pôr e após o nascer do Sol, e dura tipicamente 1 segundo. Por ser breve, a luz verde quase sempre passa despercebida ou é atribuída a uma das muitas ilusões de óptica produzidas quando se olha o pôr-do-sol. Mas o raio verde é real, já foi fotografado e sabe-se que surge em situações especiais. Não há ainda uma explicação bem estabelescida sobre o mecanismo que o gera, mas é possível ter uma idéia das condições favoráveis ao seu aparecimento: os dois fatores dominantes são a limpidez da atmosfera e a distância do observador com relação à linha do horizonte. Quanto mais tempo o Sol permanece nas proximidades da linha do horizonte, maior a probabilidade de se ver o fenômeno. Isso ocorre no inverno, quando o Sol se põe obliquamente. Nos polos, ao contrário, isso ocorre com a chegada do verão. No polo Sul já foi registrado um raio verde que durou meia hora. Este fenômeno é causado pela refração da luz na atmosfera. Acima há uma foto de um raio verde fotografado em San Francisco - EUA.
por Viliam Cardoso

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Símbolos Meteorológicos






(Material relativo à disciplina de IMTO I)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Foto do Espaço


A foto acima, tirada de uma estação espacial, mostra uma corrente de jato localizada no sul do Canadá, que encontra-se a uma altura de mais ou menos 10 km. É interessante observar o "corredor de nuvens" onde se localiza a corrente de jato. Os ventos fortes na alta troposfera devidos à corrente de jato são notados na foto pela presença de nuvens do gênero cirrus, as quais têm o formato fibroso por causa da ação destes ventos fortes.